Charlles Nunes
Por um Brasil bilíngue.
Textos
Capítulo 7.1 - A Carta de Uma Viúva
The Gateway We Call Death, by Russell M. Nelson.*

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"Ao olhar para o falecimento do meu marido em retrospectiva," ela escreveu, "Eu posso ver mais claramente agora como a mão do Senhor me guiando, me dando oportunidades de crescer e me desenvolver de maneiras que eu provavelmente nunca teria feito de outra forma. Isso é um testemunho pra mim. Eu sei que o Senhor me ama.

Eu aprendi tantas lições valiosas. Eu aprendi a depender de verdade do Senhor e saber que ele sempre está lá. Eu sei que ele está ciente de tudo que eu faço, e acima de tudo, está sempre ali pra me ajudar nas horas em que mais preciso dele. Ele me provou isso muitas vezes quando eu tive que 'deixar ir' e somente confiar de verdade.

"Eu tenho tanto a agradecer. Tento me lembrar todos os dias das minhas bençãos, e ao fazê-lo eu tenho um sentimento de humildade e um desejo renovado de tentar viver à altura das bençãos que eu já recebi."

Então, depois de contar em detalhes as atividades em família e na Igreja, ela concluiu: "Você pode ver que a minha vida é rica e plena - realmente a minha 'taça transborda'."

Que mensagem maravilhosa de uma mulher maravilhosa!

Além da alegria das conquistas e das oportunidades de horas felizes com a família, especialmente com os netos, o processo de envelhecimento de um adulto traz desafios físicos e espirituais. Uma longevidade maior significa uma oportunidade maior para que algo saia errado.

O trem da idade avançada carrega uma bagagem de desafios contínuos. Uma pessoa que era saudável agora tem que se submeter ao convívio com a dor de uma doença crônica, dos disconfortos ocasionados pelo tratamento, como cirurgia, radioterapia, quimioterapia, ou o uso contínuo de medicamentos essenciais.

Orson F. Whitney escreveu sobre o valor instrucional da aflição: "Nenhuma dor que sofremos, nenhum desafio que enfrentamos é nulo. Eles nos educam, nos ajudam a desenvolver qualidades como paciência, fé, coragem e humildade. Tudo o que sofremos e enfrentamos, especialmente quando o fazemos com paciência, edifica nosso caráter, purifica nosso coração, expande nossa alma, e nos traz ternura e caridade, nos tornando mais valorosos de sermos chamados filhos de Deus... e é através da dor e
sofrimento, trabalho duro e tribulação, que ganhamos a educação que viemos adquirir e que nos tornará mais parecidos com nosso Pai e Mãe celestiais.

Muitas pessoas no crepúsculo da vida são levadas a tolerar dias longos e difíceis. Elas têm conhecimento em primeira mão da afirmação divina muitas vezes repetida de 'perseverar até o fim." Uma dessas escrituras pode servir de exemplo para muitos. O Salvador disse, "Sê paciente nas aflições, pois terás muitas; suporta-as, contudo, pois eis que estou contigo até o fim dos teus dias.” (D&C 24:8). A promessa de tal companhia celestial é reconfortante.

Assim como o Mestre se submeteu ao batismo para cumprir toda a justiça, assim também permitiu-se enfrentar desafios agonizantes, mesmo até o fim do seu ministério mortal. Ele diversas vezes nos pede que padronizemos nossa vida de acordo com a dele. Por isso devemos suportar nossos fardos como ele o fez. "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu.” (Hebreus 5:8)

 

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Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 21/06/2020
Alterado em 22/06/2020
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