Charlles Nunes
Por um Brasil bilíngue.
Textos
Capítulo 7 - Quando Falece Um Adulto
The Gateway We Call Death, by Russell M. Nelson.*

Quer ser avisado sobre as novas traduções?
Clique aqui e cadastre seu WhatsApp

 

A GRANDE MAIORIA DE NÓS vai experimentar as alegrias e dores que acompanham a extensão completa da vida. Nossa partida vai chegar quando formos maduros ou adultos idosos. Nós também vamos partilhar da vida com nossos pais depois que um deles ou ambos tiverem alcançado a chamada melhor idade.

Essa circunstância tem tudo a ver comigo. Minha mãe viveu noventa e um anos. Meu pai, quase noventa e quatro. Mesmo assim, nossa família teve a típica relutância em dizer adeus. (Quando nós estaríamos desejosos de nos despedir de quem amamos?) Mesmo quando os idosos ou enfermos necessitam de um alívio misericordioso, seus entes queridos estão raramente prontos para deixá-los partir.

O único período de vida que parece satisfazer os anseios do coração humano é a vida eterna.

Como nosso pai cuidou da nossa mãe durante sua doença terminal, ele ensinou importantes lições para a família. Aprendemos com o exemplo deles que o verdadeiro amor não é uma questão de luz do luar e rosas. O verdadeiro amor responde com compaixão à pergunta: "Quem vai cuidar de mim quando eu envelhecer?" Ele cuidou das necessidades dela com ternura e demonstrou contínua consideração a ela como parceira plena, até seu último dia na terra.

Depois do falecimento dela, ele ainda cuidava de seu túmulo tão fervorosamente como cuidava da própria casa. Além disso, ele ocupou seu tempo fazendo coisas boas para sua família, amigos e vizinhos.

Um dia o papai deu uma entrevista. O repórter perguntou se, como viúvo, ele se sentia solitário em relação à sua esposa falecida. A essa pergunta tão indelicada, ele respondeu: "Sim, me sinto solitário, mas nunca sozinho! Estou muito ocupado fazendo coisas com meus filhos e netos para me sentir sozinho."

Sempre generosos com sua família e amigos, nossos pais consideravam seu maior presente para os filhos a cerimônia de seu casamento no templo sagrado. Aquele foi realmente um grande dia para eles e para nós. Que bênção é unir "o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais" por toda a eternidade! (Malaquias 4:6.) Isso somente pode ser feito na Casa do Senhor.

Para o parceiro sobrevivente após um longo casamento, o portal da morte pode levar à desolação e isolamento. Muitos ainda estão sós. Mas esses portais também podem ser abertos para oportunidades de consagração e júbilo. A esperança e a ajuda vêm de se seguir uma receita divina para a felicidade: "Disse Jesus aos seus discípulos, Se qualquer homem quiser vir após mim, negue a si mesmo, pegue sua cruz e siga-me. Quem vir após mim, que negue a si mesmo, pegue sua cruz e siga-me. Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, esse a achará.

Essa prática funciona. Quando uma pessoa deixa de focar em seus problemas pessoais e busca servir outras, o alívio vem de uma forma maravilhosa. Talvez um exemplo sirva pra ilustrar. Não muito tempo atrás eu recebi uma carta de uma devotada irmã na Igreja. Seu marido havia falecido há 17 anos. Essa querida amiga se expressou com tanta sinceridade que eu gostaria de citar sua carta:

 

Continuar lendo...
Charlles Nunes
Enviado por Charlles Nunes em 21/06/2020
Alterado em 22/06/2020
Comentários
Site do Escritor criado por Recanto das Letras